top of page

Ansiedade

  • 23 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Descreverei sobre uma das principais queixas de sofrimento: a ansiedade, ou se preferirem, angústia. Na Psicanálise não há uma discriminação bem delimitada entre as duas termologias, porém não há dúvidas de que a ansiedade é fator central na dinâmica do psiquismo. Freud aponta em sua obra que a ansiedade é muito importante para a nossa sobrevivência, pois é um sinal de alerta diante o perigo. Além disso, de acordo com outra grande psicanalista: Melanie Klein, a ansiedade é uma das principais propulsora do desenvolvimento.

O problema surge quando essa “dose boa” de ansiedade - que também nos impulsiona para a criatividade e busca do conhecimento, além de incentivar a fuga dos perigos – apresenta-se com mais intensidade do que nossas mentes conseguem suportar. Então, a ansiedade se torna patológica não por ela mesma, mas quando as fantasias na mente de cada um são muito severas e cruéis ou quando situações que parecem não trazer perigos concretos são incrementadas de propriedades que a mente acredita serem nocivas. Desta forma, há uma confusão de emoções e sentimentos, acompanhada de uma sensação de sofrimento iminente ou que perderemos algo muito importante e até mesmo levar à morte. Além, do sofrimento que acompanha essas situações de ansiedade, quando ela se instala, muitas vezes, o simples pensar lógico não nos consola. Sendo assim, a ansiedade, quando muito intensa, atrapalha o desenvolvimento escolar, afetivo e social, precisando muito ser cuidada.


Freud, S. (2014) inibição, sintoma e angustia. In: Inibição, sintoma e angustia, O futuro de uma ilusão e outros textos, vol. 17. São Paulo: Companhia das Letras. Trabalho originalmente publicado em 1926)

Klein, M. (2006) Sobre a Teoria da ansiedade e culpa. In: Inveja e Gratidão e outros trabalhos, vol. 3. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho originalmente publicado em 1952)

 
 
 

Comentários


(34)988687114

©2018 by Psicólogo Silvio Salles. Proudly created with Wix.com

bottom of page